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Dr. Franco Loeb Chazan - médico ginecologista e obstetra - Hospital Albert Einstein, coordenador Maternidade Pró-Matre
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ENTENDA A CURETAGEM UTERINA

Entenda a Curetagem Uterina

 

Dr. Franco Loeb Chazan

Para que serve a curetagem uterina?

As principais indicações de curetagem uterina (ou raspagem uterina, como popularmente é conhecida) são:

1. Obtenção de amostra (material) endometrial (camada interna do útero) com finalidade diagnóstica;
2. Tratamento do sangramento uterino anormal (disfuncional) em casos graves;
3. Esvaziamento uterino no abortamento espontâneo retido ou incompleto.

A curetagem uterina deve ser realizada por um médico em ambiente hospitalar... fora desta condição e sem o profissional especializado, A MULHER ESTARÁ COLOCANDO SUA VIDA E SAÚDE EM RISCO!

Quais são as medidas tomadas antes da curetagem? Que exames devem ser feitos antes desta cirurgia?

Exame físico geral e tocoginecológico são fundamentais na obtenção de hipóteses diagnósticas. A ultrassonografia transvaginal é exame valoroso para se obter informações a respeito da forma, do tamanho e do conteúdo uterino. Desde que não haja urgência, deve-se solicitar exames pré-operatórios com o intuito de diminuir os riscos anestésicos e cirúrgicos e também identificar doenças associadas.

Quais são as medidas tomadas depois da curetagem? A mulher que se submete à cirurgia pode ir embora no mesmo dia?

Geralmente, a paciente pode ser liberada para casa cerca de 6 horas após o procedimento. No dia do procedimento, a dieta é leve devido à anestesia (Geral ou Raquianestesia), e, no dia seguinte, já é retomada a dieta habitual.

Algumas mulheres mais ativas retomam sua rotina após 24 horas de repouso; outras permanecem em repouso relativo por um período de até 3 dias. Na ausência de complicações, não existe necessidade de repouso físico após esse período.

Quais complicações podem surgir decorrentes da curetagem uterina?

Nas mãos de profissionais competentes, em se tratando de curetagem uterina, as complicações são raras e o procedimento é considerado seguro e relativamente simples. Ocasionalmente, contudo, pode haver complicações anestésicas e cirúrgicas. A complicação mais preocupante é a perfuração uterina, que pode levar ao sangramento para a cavidade abdominal e à lesão de órgãos adjacentes (bexiga e alças intestinais). Outras complicações são a infecção e ainda a formação de sinequia uterina (adesão cicatricial das paredes uterinas, com alteração menstrual e prejuízo da fertilidade).

Há outros métodos que substituam a curetagem uterina?

Atualmente, para o diagnóstico de afecções ginecológicas (pólipos, mioma), dá-se preferência à histeroscopia, que pode ser tanto diagnóstica quanto cirúrgica. Na histeroscopia, emprega-se uma câmera endoscópica para análise visual da cavidade endometrial, enquanto que, na curetagem, o procedimento é feito sem essa visualização.

Em relação ao tratamento cirúrgico do abortamento do primeiro trimestre de gestação, a Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) tem se mostrado método tão eficaz quanto a curetagem. A AMIU consiste na retirada de material uterino por meio de vácuo gerado por uma cânula acoplada a uma seringa.

Qualquer mulher pode se submeter à cirurgia? Há idade mínima ou máxima?

Não existe idade mínima ou máxima para determinação da indicação da cirurgia, e sim existe a necessidade de considerar riscos e benefícios da cirurgia também em função da idade de cada paciente candidata ao procedimento. No tratamento do abortamento, qualquer mulher em idade fértil pode precisar de uma curetagem uterina, aí incluídas as adolescentes até as mulheres no limite da fertilidade, próximo aos 50 anos. Nos casos diagnósticos, efetivamente cada vez mais se emprega o uso da histeroscopia, mas tanto a curetagem quanto a histeroscopia podem ser realizadas em pacientes idosas, desde que as condições clínicas gerais da paciente permitam.

Há algum tratamento complementar à raspagem?

No caso da realização de curetagem uterina no sangramento uterino anormal (disfuncional), ela é um tratamento de último recurso, visando conter uma hemorragia do momento. Deve-se, portanto, após a cirurgia, investigar e corrigir o fator desencadeante do sangramento.

Do contrário, eventualmente haverá novo episódio de hemorragia, uma vez que a curetagem uterina só foi utilizada para controlar a hemorragia. Quando empregada no tratamento do abortamento ou no diagnóstico, a curetagem é o tratamento final e só não se deve esquecer de conferir o resultado do exame anatomopatológico do material extraído.

 

 

DR FARNCO LOEB CHAZAN GINECOLOGIA E OBSTETRICIA